Resistência à mudança




A mudança é realmente algo de difícil integração e aceitação para muitos dos Seres Humanos. Muitas vezes mesmo tendo a consciência dos benefícios dessa mudança, há muitas resistências.

Encontrei uma metáfora com o Milho da Pipoca e que achei interessante partilhar, pois o nosso cérebro assimila melhor a informação através de simbolismos e além disso, há que espalhar e divulgar tudo o que nos possa fazer o click e nos possa ajudar na nossa transformação e na nossa felicidade.


Desejo que vos faça sentido e que vos seja útil.



O FOGO QUE NOS TRANSFORMA


"A transformação do milho duro numa pipoca macia é símbolo da grande transformação pela qual devem passar os Seres humanos para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, mas pelo poder do fogo podemos, repentinamente, transformarmo-nos em outra coisa – voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. O Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com as pessoas. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica igual a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que como são, são o melhor que têm que ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: Pânico, medo, ansiedade, depressão – sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que a sua hora chegou: vai morrer. De dentro da sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: pum! – e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante. Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro. “Morre e transforma-te” – dizia Goethe.


Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo aqueça, recusam-se a mudar. Elas acham que não pode existir nada mais maravilhosa do que a forma como elas são. Ignoram o que Jesus dizia: “Quem preservar a sua vida perde-la-á.”

A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não se vão transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria a ninguém.

Terminado o estouro alegre das pipocas, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. O Seu destino é o lixo. Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira…" (Rubem Alves)



E TU o que és? Uma pipoca estourada ou um piruá?


Durante algum tempo da minha vida eu fui um Piruá e pensava, dizia "Quem gosta gosta, quem não gosta... azar" Hoje sou uma pipoca estourada que por vezes ainda preciso estourar um pouco mais, mas a cada dia caminho mais para isso... e hoje acredito que não tenho que melhorar para agradar a ninguém, mas tenho sim que melhorar, transformar-me fazer as mudanças que acho que me podem ajudar a ser melhor do que fui ontem... e acreditem... são infinitas as possibilidades de mudanças e a cada dia pode estar mais alguma a acontecer... e ao melhorarmos para nós, ao nos tornarmos na flor branca macia, consequentemente damos alegria à vida das pessoas que nos rodeiam.


Deixo aqui mais este desafio e se quiseres partilhar comigo estás à vontade Tudo de bom para ti

Dora Alcaria P.S. O texto está escrito de acordo com o antigo acordo ortográfico

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